Tanto tanto. O mercado nacional do livro infantil
Teatro São Luiz (Sala Bernardo Sassetti).
Nos últimos quinze anos assistiu-se a uma profunda alteração do panorama da edição nacional destinada às crianças: sob a designação de literatura infantil, escondem-se hoje múltiplos géneros textuais, visuais e gráficos, que conquistam públicos cada vez mais diversificados e correspondem a um segmento significativo da produção das editoras.
Para conversar sobre este fenómeno numa dupla perspetiva artística e editorial, foram convidados os representantes e criativos de algumas das editoras que mais têm contribuído para o dinamismo e a inovação na edição nacional dedicada à infância.
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Entrada livre, sujeita à capacidade da sala.
É necessário adquirir bilhete no próprio dia da sessão:
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online, a partir das 10h: https://saoluiz.bol.pt/
presencialmente, a partir das 13h: bilheteira do Teatro São Luiz
- Cada pessoa poderá adquirir um máximo de dois bilhetes.
Convidados

© Estelle Valente
Inês Fonseca Santos é escritora e jornalista. Em 2014, escreve o seu primeiro livro para o público infantojuvenil, A Palavra Perdida, ilustrado por Marta Madureira (Arranha-Céus), logo distinguido, nessa categoria, com o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Seguiram-se muito outros, em colaboração com vários ilustradores portugueses. As Coisas (2009), Suite Sem Vista (2018) e Os Grandes Animais (2020), todos editados pela Abysmo, são alguns dos seus livros de poesia.
Escreveu sobre as Produções Fictícias (Oficina do Livro, 2006); participou, em colaboração com Nuno Artur Silva e com Nuno Crespo, em publicações dedicadas ao tema do humor; e na Casa Fernando Pessoa, coordenou o ciclo «Humor de Pessoa» (2013). Na televisão e na rádio, produziu conteúdos e apresentou vários programas de divulgação cultural. Tem sido comissária e formadora em projetos dirigidos ao público infantojuvenil, a convite de instituições culturais, nomeadamente o Teatro D. Maria II. É também especialista do Plano Nacional de Leitura. É licenciada em Direito, mas fez mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, apresentando uma tese sobre a poesia de Manuel António Pina, da qual resultou Regressar a Casa com Manuel António Pina (2015, Abysmo).
Inês Fonseca Santos é escritora e jornalista. Em 2014, escreve o seu primeiro livro para o público infantojuvenil, A Palavra Perdida, ilustrado por Marta Madureira (Arranha-Céus), logo distinguido, nessa categoria, com o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Seguiram-se muito outros, em colaboração com vários ilustradores portugueses. As Coisas (2009), Suite Sem Vista (2018) e Os Grandes Animais (2020), todos editados pela Abysmo, são alguns dos seus livros de poesia.
Escreveu sobre as Produções Fictícias (Oficina do Livro, 2006); participou, em colaboração com Nuno Artur Silva e com Nuno Crespo, em publicações dedicadas ao tema do humor; e na Casa Fernando Pessoa, coordenou o ciclo «Humor de Pessoa» (2013). Na televisão e na rádio, produziu conteúdos e apresentou vários programas de divulgação cultural. Tem sido comissária e formadora em projetos dirigidos ao público infantojuvenil, a convite de instituições culturais, nomeadamente o Teatro D. Maria II. É também especialista do Plano Nacional de Leitura. É licenciada em Direito, mas fez mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, apresentando uma tese sobre a poesia de Manuel António Pina, da qual resultou Regressar a Casa com Manuel António Pina (2015, Abysmo).
André Letria é ilustrador e editor. Os seus livros estão traduzidos em mais de 20 idiomas. Em 2010, fundou a editora Pato Lógico, dedicada essencialmente à edição de livros infantis.
Entre a sua vasta obra encontram-se livros como Mar (Menção de Não-Ficção nos Bologna Ragazzi Awards 2014), Se Eu Fosse um Livro (traduzido para mais de 20 idiomas) ou A Guerra (vencedor de mais de 20 prémios: Grande Prémio do Nami Concours 2018, Talking Pictures Award 2019, White Ravens, Little Hakka, BIB Plaque, Boston Globe/ Horn Book Honor Award, Hiiibrand, entre outros). Com Versos de Fazer Ó Ó, com José Jorge Letria (texto), ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, em 1999; e com Se Eu Fosse Muito Magrinho, com António Mota (texto), recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, em 2004. É regularmente convidado para integrar júris de prémios internacionais de ilustração (Ilustrarte, Iberoamerica Ilustra, 3×3, AOI World Illustration Award, BolognaRagazzi CrossMedia Award). Colabora com bibliotecas e escolas, desenvolvendo oficinas criativas baseadas nos trabalhos que ilustra e edita, e viaja pelo mundo para falar sobre o seu trabalho. Também se dedica à animação e à cenografia.
André Letria é ilustrador e editor. Os seus livros estão traduzidos em mais de 20 idiomas. Em 2010, fundou a editora Pato Lógico, dedicada essencialmente à edição de livros infantis.
Entre a sua vasta obra encontram-se livros como Mar (Menção de Não-Ficção nos Bologna Ragazzi Awards 2014), Se Eu Fosse um Livro (traduzido para mais de 20 idiomas) ou A Guerra (vencedor de mais de 20 prémios: Grande Prémio do Nami Concours 2018, Talking Pictures Award 2019, White Ravens, Little Hakka, BIB Plaque, Boston Globe/ Horn Book Honor Award, Hiiibrand, entre outros). Com Versos de Fazer Ó Ó, com José Jorge Letria (texto), ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, em 1999; e com Se Eu Fosse Muito Magrinho, com António Mota (texto), recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, em 2004. É regularmente convidado para integrar júris de prémios internacionais de ilustração (Ilustrarte, Iberoamerica Ilustra, 3×3, AOI World Illustration Award, BolognaRagazzi CrossMedia Award). Colabora com bibliotecas e escolas, desenvolvendo oficinas criativas baseadas nos trabalhos que ilustra e edita, e viaja pelo mundo para falar sobre o seu trabalho. Também se dedica à animação e à cenografia.


©DR
Carla Oliveira fundou a Orfeu Negro em 2017. Dedicada à publicação de ensaios na área da arte contemporânea (e dos estudos de género e de raça), a editora é internacionalmente reconhecida pela sua série de álbuns ilustrados Orfeu Mini, contando no catálogo com ilustradores premiados como Catarina Sobral, Oliver Jeffers e Joan Negrescolor. A Orfeu Negro recebeu o Prémio de Melhor Editora Infantil Europeia em 2019, atribuído pela Feira Internacional de Bolonha. Carla Oliveira é vice-coordenadora da rede de língua portuguesa da Alliance Internationale des Éditeurs Indépendants.
Carla Oliveira fundou a Orfeu Negro em 2017. Dedicada à publicação de ensaios na área da arte contemporânea (e dos estudos de género e de raça), a editora é internacionalmente reconhecida pela sua série de álbuns ilustrados Orfeu Mini, contando no catálogo com ilustradores premiados como Catarina Sobral, Oliver Jeffers e Joan Negrescolor. A Orfeu Negro recebeu o Prémio de Melhor Editora Infantil Europeia em 2019, atribuído pela Feira Internacional de Bolonha. Carla Oliveira é vice-coordenadora da rede de língua portuguesa da Alliance Internationale des Éditeurs Indépendants.
Nasceu em Lisboa, em 1974. Estudou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, trabalhou como criativa na área da comunicação para crianças e, mais tarde, com um grupo de amigos, fundou a editora Planeta Tangerina. Alguns dos livros que escreveu foram distinguidos por prémios ou instituições ligados ao livro para a infância: Catálogo White Ravens, Prémio Andersen, Banco del Libro, Sociedade Portuguesa de Autores (2015), Gustav-Heinemann Friedenspreis (2017), Deutscher Jugendliteraturpreis (2017). Muitos dos seus livros estão publicados noutros países.
Nasceu em Lisboa, em 1974. Estudou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, trabalhou como criativa na área da comunicação para crianças e, mais tarde, com um grupo de amigos, fundou a editora Planeta Tangerina. Alguns dos livros que escreveu foram distinguidos por prémios ou instituições ligados ao livro para a infância: Catálogo White Ravens, Prémio Andersen, Banco del Libro, Sociedade Portuguesa de Autores (2015), Gustav-Heinemann Friedenspreis (2017), Deutscher Jugendliteraturpreis (2017). Muitos dos seus livros estão publicados noutros países.

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