O silêncio e a escrita
Teatro São Luiz – Sala Bernardo Sassetti
CONVIDADAS: LEÏLA SLIMANI, DULCE MARIA CARDOSO
MODERAÇÃO: TÂNIA GANHO
No âmbito da Temporada Cruzada Portugal-França 2022, as romancistas Leïla Slimani e Dulce Maria Cardoso encontram-se numa conversa conduzida por Tânia Ganho, também escritora e tradutora de Slimani. O ponto de partida é o livro O Perfume das Flores à Noite (Alfaguara, 2022), de Leïla Slimani, que é também um ensaio sobre a memória e a identidade, o artista e a criação literária.
Convidados

Tânia Ganho é escritora e dedica-se à tradução literária há mais de vinte anos, tendo traduzido autores como Chimamanda Adichie, Amor Towles, David Lodge, Siri Hustvedt e Leïla Slimani.
Tânia Ganho é escritora e dedica-se à tradução literária há mais de vinte anos, tendo traduzido autores como Chimamanda Adichie, Amor Towles, David Lodge, Siri Hustvedt e Leïla Slimani.
Nasceu em 1981, em Marrocos. Estudou Ciências Políticas em Paris e trabalhou como jornalista. Publicou o primeiro romance, No jardim do ogre, em 2014, o qual conquistou o Prémio Mamounia. Canção doce valeu-lhe a atribuição do Prémio Goncourt, o mais importante prémio literário francês. Slimani publicou ainda vários livros de ensaio e opinião, e mantém atividade cívica em defesa dos direitos humanos. Liderou uma campanha para ajudar as mulheres marroquinas a reclamar os seus direitos, o que lhe valeu o Prémio Simone de Beauvoir para a Liberdade das Mulheres.
Nasceu em 1981, em Marrocos. Estudou Ciências Políticas em Paris e trabalhou como jornalista. Publicou o primeiro romance, No jardim do ogre, em 2014, o qual conquistou o Prémio Mamounia. Canção doce valeu-lhe a atribuição do Prémio Goncourt, o mais importante prémio literário francês. Slimani publicou ainda vários livros de ensaio e opinião, e mantém atividade cívica em defesa dos direitos humanos. Liderou uma campanha para ajudar as mulheres marroquinas a reclamar os seus direitos, o que lhe valeu o Prémio Simone de Beauvoir para a Liberdade das Mulheres.

LEÏLA SLIMANI - ©Francesca Mantovani EditionsGallimard

Nasceu em Fonte Longa (Carrazeda de Ansiães, Trás-os-Montes, Portugal), em 1964. Publicou os romances Eliete (2018), considerado livro do ano pelos jornais Público, Expresso e JL, ganhou, ainda, o Prémio Oceanos e foi finalista do Prémio Femina; O Retorno (2011), que recebeu o Prémio Especial da Crítica e foi também eleito livro do ano pelos jornais Público e Expresso; O Chão dos Pardais (2009), que arrecadou o Prémio PEN Clube Português e o Prémio Ciranda; Os Meus Sentimentos (2005), vencedor do Prémio da União Europeia para a Literatura, e Campo de Sangue (2001), galardoado com o Prémio Acontece, e que foi escrito na sequência de uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura.
Os seus romances estão traduzidos em várias línguas e publicados em mais de duas dezenas de países. A tradução inglesa de O Retorno recebeu, em 2016, o PEN Translates Award.
Publicou contos em revistas e jornais, a maioria dos quais reunida nas antologias Até Nós (2008) e Tudo São Histórias de Amor (2014). Alguns deles fazem parte de várias antologias estrangeiras, e «Anjos por Dentro» foi incluído na antologia Best European Fiction 2012, da Dalkey Archive. Em 2017, foram publicados os textos Rosas, escritos no âmbito da estada em Lisboa de Anne Teresa De Keersmaeker, quando a coreógrafa foi a Artista na Cidade. Criou, ainda, a personagem Lôá, a menina-Deus, para uma série da RTP2.
A obra de Dulce Maria Cardoso é estudada em universidades de vários países, fazendo parte de programas curriculares, e tem sido objeto de várias teses académicas, bem como adaptada a cinema, teatro e televisão. A autora tem participado em vários festivais de prestígio internacional.
Em 2012, recebeu do Estado francês a condecoração de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras. Assina, na revista Visão, a coluna «Autobiografia não Autorizada» (crónicas publicadas em livro, em 2021 e 2023).
Nasceu em Fonte Longa (Carrazeda de Ansiães, Trás-os-Montes, Portugal), em 1964. Publicou os romances Eliete (2018), considerado livro do ano pelos jornais Público, Expresso e JL, ganhou, ainda, o Prémio Oceanos e foi finalista do Prémio Femina; O Retorno (2011), que recebeu o Prémio Especial da Crítica e foi também eleito livro do ano pelos jornais Público e Expresso; O Chão dos Pardais (2009), que arrecadou o Prémio PEN Clube Português e o Prémio Ciranda; Os Meus Sentimentos (2005), vencedor do Prémio da União Europeia para a Literatura, e Campo de Sangue (2001), galardoado com o Prémio Acontece, e que foi escrito na sequência de uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura.
Os seus romances estão traduzidos em várias línguas e publicados em mais de duas dezenas de países. A tradução inglesa de O Retorno recebeu, em 2016, o PEN Translates Award.
Publicou contos em revistas e jornais, a maioria dos quais reunida nas antologias Até Nós (2008) e Tudo São Histórias de Amor (2014). Alguns deles fazem parte de várias antologias estrangeiras, e «Anjos por Dentro» foi incluído na antologia Best European Fiction 2012, da Dalkey Archive. Em 2017, foram publicados os textos Rosas, escritos no âmbito da estada em Lisboa de Anne Teresa De Keersmaeker, quando a coreógrafa foi a Artista na Cidade. Criou, ainda, a personagem Lôá, a menina-Deus, para uma série da RTP2.
A obra de Dulce Maria Cardoso é estudada em universidades de vários países, fazendo parte de programas curriculares, e tem sido objeto de várias teses académicas, bem como adaptada a cinema, teatro e televisão. A autora tem participado em vários festivais de prestígio internacional.
Em 2012, recebeu do Estado francês a condecoração de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras. Assina, na revista Visão, a coluna «Autobiografia não Autorizada» (crónicas publicadas em livro, em 2021 e 2023).